Voltando no tempo

Poderia até falar no trabalho realizado no Macaé Esporte, pois iniciamos em fins de Junho e ao final de Novembro conseguimos nosso objetivo principal que foi colocar a equipe na elite do futebol carioca. Depois de 10 anos tentando o Macaé Esporte agora está no lugar que merece, elite do futebol carioca. Mas decidi voltar no tempo… ou seja ao início do ano quando estava trabalhando no Tupi de Juiz de Fora. Lá, iniciamos um trabalho após convite do ex-jogador Alemão para formarmos uma equipe competitiva para a disputa do campeonato mineiro. Formamos uma boa equipe, não a melhor que poderíamos formar, pois havia alguns interesses escusos interferindo. Interesse estes que revelavam a falta de visão e conhecimento em classificar atletas que não tinham a menor condição de atuar na primeira divisão do campeonato mineiro. Alguns atletas que não tinham passado, formação futebolística, perfil e principalmente qualidades para estar em um grupo de primeira divisão. Lá encontrei Wanderlei, Pires, Leandro Ferreira, Jean, Gilson, Fernando (goleiro), Junior Negão e outros que agora não me lembro o nome. Tentamos mostrar ao Alemão a falta de qualificação destes atletas, mas foi em vão, pois em momento algum ele quis escutar.

Indiquei alguns atletas: Felipe, que hoje está em Portugal jogando no Vitória de Guimarães e que o Alemão dizia que não tinha nenhuma contusão, quando o atleta reclamava de dores no joelho; Geraldo, que hoje se encontra no Macaé Esporte e irá participar no grupo para primeira divisão e que o Alemão, quando terminou a temporada, recolheu os aparelhos do departamento médico e o atleta ficou sem poder se recuperar de uma contusão no joelho. Ele hoje move uma ação contra o Tupi por isso. Ainda o Chicão, que ajudou o Vitória da Bahia a subir para primeira divisão do campeonato da série A do brasileiro; o César, que hoje está no Macaé Esporte, atleta que jogou todas as partidas e que no final do campeonato o Alemão tentou responsabilizar pela greve dos jogadores quando o mesmo era o capitão da equipe; o Samuel, grande atleta que jogou no Grêmio, Bahia, Santa Cruz e Perúgia da Itália; o Taércio, que jogou todas as partidas junto com o César e foi peça importante na equipe, pois jogou em várias posições. Profissionais que ajudaram a fazer do Tupi uma equipe diferenciada.

Realizamos um planejamento, preparamos a equipe e ao final conseguimos colocar o Tupi entre os quatro primeiros lugares do Mineiro. Mesmo tendo saído na quinta rodada do campeonato, sempre acreditei no nosso trabalho, pois ao sair disse que o Tupi tinha totais condições de se classificar, pois tínhamos uma equipe preparada. Fizemos todo este trabalho com o prof. Emílio Faro, que hoje ascendeu com a equipe do Sendas para a segunda divisão do Rio de Janeiro, e o meu auxiliar técnico Marquinhos, que trabalha comigo no Macaé Esporte. Tínhamos ainda também o Walker, treinador de goleiros. Mesmo não tendo terminado o trabalho, sei que o que fizemos pelo Tupi foi essa grande diferença. Pois sei que o Zé Luiz, que fez a equipe jogar como eu jogava, sem tirar uma vírgula, tinha atrás o Alemão com o rádio para dizer para ele o que fazer e quem substituir. Ao final, levaram todas as honras de terem conseguido o objetivo.

Mas a Justiça tarda mais não falha. Até que não tardou muito não, pois já na série C do brasileiro o Zé Luis teve que mostrar sua competência levando o Tupi a desclassificação já na primeira fase da competição. E o Alemão, que assumiu o Tupinambás para jogar a Terceira Divisão, como gerente e treinador, não sei que função na verdade ele exercia, acabou sem mostrando incompetente nas duas funções. Olha que ele trouxe todos os atletas que nós não queríamos para jogar o campeonato e não conseguiu nada.

É isso.

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