inguém pode tapar o Sol com uma peneira

No dia 04 de Dezembro 2006, iniciamos nosso trabalho à frente da equipe do Tupi. A competição anterior a nossa chegada foi a Taça Minas. Uma equipe foi formada para conquistar uma vaga na Copa do Brasil de 2007 com os mesmos atletas que haviam ascendido do Módulo II e que, inclusive, não haviam sido os campeões, chegaram em segundo e conquistaram a vaga. Dependeram de outros resultados, não de suas forças. Iniciaram a Taça Minas com o objetivo de conquistar a vaga para a Copa do Brasil e nem se classificaram, pois o quadrangular final ficou por conta de Caldense, América, Uberaba e Vila Nova, esta que acabou vencendo a competição.

Uma equipe que disputa uma competição e tem como o objetivo conquistar uma vaga na Copa do Brasil e não se classifica, mesmo não entrando Cruzeiro (disputando série A), Atlético Mineiro (disputando série B), Ipatinga (disputando série C) e o América que disputou grande parte da competição com jogadores juniores, já está atrás de umas dez equipes no Estado. Isso sem falar em Ituiutaba, Democrata GV, Democrata SL e o Guarany.

Iniciamos, então, a observação dos jogadores, pois até então não havíamos indicado nenhum atleta. Vou citar alguns nomes sem a intenção de depreciar ninguém, mas existem atletas para jogar o Módulo II, Taça Minas e o Campeonato Mineiro. Em nossa ótica assim deve ser, por experiência, há atletas de segunda divisão e de primeira divisão. São diferentes. Éderson, João Paulo, João Junior, Leandro Ferreira, Pires, Massaro e o Wanderley são alguns casos e se soma aos jogadores Juniores que ainda não tem nenhuma referência do que é uma competição oficial, com os grandes clubes, pois até hoje só disputaram uma competição metropolitana.

Quando fui convidado para assumir a equipe do Tupi, nossa meta principal era manter a equipe na primeira divisão, pois o histórico do Tupi é uma equipe que sobe e no outro ano desce para a segunda divisão. No dia de nossa apresentação, o Braga em seu discurso disse que queria estar entre os quatros finalistas? Pois como estar entre os quatro finalistas se a maioria dos atletas que jogaram o Módulo II e a Taça Minas e não haviam alcançado o objetivo do clube, não tinham conquistado a vaga entre os quatro da Taça Minas? Então, chegamos a conclusão que o elenco era fraco para disputar o campeonato mineiro. Foi aí que observando os atletas vimos que necessitávamos de mais gente para alcançar este objetivo.

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Ao indicar nomes como o de César (pilar na defesa do Tupi, o atleta que jogou todas as partidas) e o do Samuel (que antes de sair do time o Tupi, era uma das defesas menos vazadas do campeonato) teve algum desgaste. Depois indicamos o Santos (lateral direito que na demora de um meia tive que colocar no meio e que teve muito boa participação). Depois foi a vez do Renato Santiago (não o conhecia, ele era de Juiz de Fora e nos mandou um DVD através do Flávio, supervisor, e que logo aprovamos para que viesse). Indicamos também o Geraldo e o Felipe, atletas que foram titulares e marcaram gols importantes. Indicamos o Junior, que ao nosso ver seria um jogador diferenciado mas por algumas razoes não jogou o que sabia no Tupi. E por último o Chicão, que demorou muito tempo devido a falta de interesse das pessoas que comandavam o clube. Mesmo estando sem treinamento fez a diferença, jogando e sendo titular e marcando gols, único atleta do Tupi que ano passado jogou na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (Fortaleza ).

Colocamos a equipe para jogar. Com uma forma organizada de jogar, com padrão de jogo, nenhuma equipe do futebol mineiro deu calor ou foi superior ao Tupi, pois atacava e defendia mesmo jogando fora de casa. Como foi contra o Ituiutaba, Guarany, Atlético Mineiro. Jogando bem, propondo o jogo, tomando iniciativa, arriscando mesmo jogando de visitante. Diferente de como jogava o Tupi em outros anos, atrás e fechado e de vez em quando atacava e arriscava ir ao ataque.

Essa forma de jogar ficou até hoje mesmo com nossa saída, não mudando a forma e nem o conteúdo. Talvez um pouco protegido com a presença de um volante para defender quando o time atacava, com os dois atacantes fechando as saídas dos volantes adversários como a equipe fazia conosco.
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Parabéns, Tupi, por alcançar o objetivo de estar entre os quatros do campeonato mineiro. Quando saímos, eu disse que acreditava na equipe e que eu sabia do trabalho que havíamos realizado. Estamos saindo não por resultado ou por a equipe joga mal, pois em nenhum jogo em que dirigi o Tupi o time deixou de atacar e perder gols, ser organizado e ir à frente. Estávamos deixando o Tupi por outras razoes e não por a equipe jogar mal. Pois até hoje a equipe joga da mesma maneira, inclusive faz as mesmas substituições. Coloca um meia e tira um volante. Ou tira um volante e coloca um atacante.

Fiquei feliz com a classificação do Tupi, pois nosso trabalho foi reconhecido e podemos dizer que os três meses em que estivemos lá valeu a pena, pois se alcançou o objetivo mesmo com tanto desgaste e inveja, principalmente no futebol profissional de hoje, onde se necessita pessoas profissionais em nos seus devidos lugares para somar e ajudar no coletivo.

Aproveito para parabenizar as pessoas do grupo da Tv Panorama, pois são pessoas empreendedoras e profissionais com boa índole e seriedade. Com muita visão e conhecimento, apesar não possuir experiência no futebol profissional tem a seu favor a honestidade e entrega, qualidades importante para o sucesso do Tupi.

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