Biografia – Grandes Lances

Os lances mais importantes da vida de Tita foram arquitetados fora dos campos de futebol. Casado com Sandra Regina Queiroz, marcou quatro golaços em tabelinha com a esposa: são os quatro filhos do casal. O primeiro, ou melhor, a primeira, nasceu em 11 de setembro de 1983 e ganhou o nome de Desirée. Dois anos depois foi a vez de um menino. Em 20 de maio Sandra deu à luz a Lohrran. A segunda menina, com o nome de Blanche, nasceu em 1987. E o quarteto foi finalizado em 27 de junho de 1995 com o nascimento de Fabian.

Dentro de campo, Tita tem em seu currículo grande jogos e gols históricos. No Flamengo, clube por onde atuou por quase oito anos como profissional, um dos principais foi sem dúvida na final do Estadual de 1979 contra o Vasco da Gama. Seus dois gols na vitória por 3 x 2 foram fundamentais na conquista do tricampeonato. O jogador ainda faria parte das mais importantes vitórias da chamada Geração de Ouro.

Quando fez pausa de um ano em sua trajetória pelo rubro-negro, em 1983, Tita saiu para ser campeão. Foi no Grêmio, com o jovem treinador Valdir Espinosa no comando e um elenco que tinha feras como Hugo De Leon, Oswaldo, Tarcísio, Paulo Roberto, China e o jovem ponta Renato Gaúcho. Com esta grande equipe levantou mais uma vez a taça da Libertadores, e Tita marcou, inclusive, um dos gols na final contra o Peñarol, do Uruguai. E só não foi campeão Mundial de Clubes novamente porque o contrato acabou e ele voltou à Gávea.

Predestinado a fazer gols decisivos, em 1987, quando foi jogar no Vasco da Gama, relembrou 1979, mas dessa vez no lado oposto. Num time com Romário e Roberto Dinamite na frente, e ele jogando como ponta-de-lança, brilhou na decisão marcando o gol do título do estadual num lindo chute. A imagem de Tita correndo com a camisa sobre o rosto não sai da memória dos vascaínos!

O talento o levou até a Alemanha. A adaptação foi difícil, do calor de 40 graus para o frio de 5 graus. Alimentação, hábitos diferentes e nenhuma referência brasileira, afinal no Bayer Leverkusen Tita foi pioneiro. Depois do sucesso do jogador, que marcou um dos gols na conquista da Copa Uefa, em 1988, muitos outros brazucas passaram por lá. A lista tem Jorginho, Paulo Sergio, Lucio, Juan, Roque Junior e França. Além do gol na decisão, Tita teve a oportunidade de atuar ao lado de grandes feras do futebol internacional. E foi treinado pela lenda Rinus Michels, técnico da Laranja Mecânica, time da Holanda que revolucionou o futebol na Copa de 74.

Nas sete temporadas em que jogou no México, Tita foi destaque. Atuando pelo Club León, ajudou o time a recuperar glórias do passado com a conquista de um título nacional depois de quase 40 anos. Com gols de todos os jeitos: bicicleta, cabeça e de fora da área, em momentos decisivos, virou ídolo no clube e na cidade. Até hoje seus laços com a cidade são estreitos e o carinho de Tita permanece. No período em que jogou no Verde e Branco, passaram pelo clube outros brazucas: Marquinhos, Uidemar e Zé Roberto são alguns deles.

Momento máximo para qualquer jogador, Tita teve expressiva passagem pela seleção brasileira. Em 1979, com apenas 21 anos, estreou na vitória por 2 x 1 contra a Argentina e marcou um gol. Sua carreira na seleção se estenderia até 1990, quando integrou o grupo da seleção da Copa da Itália comandado por Sebastião Lazzaroni, com um total de 6 gols em 34 jogos.

De acordo com muitos cronistas, não fosse a decisão de Tita de não jogar como atacante, às vésperas da Copa de 82, a carreira dele poderia ter incluído dois Mundiais (82 e 86). “Eu me arrependo de ter agido daquela forma, acho que poderia ter feito uma carreira mais longa com a Amarelinha, o que é o sonho de qualquer jogador”, relembra o craque. Ainda assim defendeu a seleção por tempo suficiente para participar da equipe na conquista da Copa América, em 1989.